Janeiro 18, 2018

Saúde & Bem-estar

Aedes aegyptiA força-tarefa de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya, segue em Planaltina nesta semana. A região receberá 100 militares do corpo de bombeiros e outros 120 do Exército Brasileiro, além de 32 agentes de vigilância ambiental da Secretaria de Saúde.

Devido a questões de deslocamento e logística, os militares da força-tarefa atuam de 8 às 13 horas, enquanto os agentes seguem até as 17 horas.

Planaltina registrou 1.249 ocorrências, segundo dados do Informativo Epidemiológico nº 19, divulgado na quarta-feira (11). Para intensificar o combate, as equipes estão na região desde o dia 26. De acordo com o major Omar Oliveira, representante do Corpo de Bombeiros na sala de situação — criada em 29 de dezembro no quartel do comando-geral da corporação —, o local ainda apresenta altos índices de incidência do inseto e por isso a ação segue na região.

As equipes dividiram a área urbana de Planaltina em 60 zonas, de 800 a 1.000 lotes em cada uma delas. A estimativa é que cada servidor visite, ao menos, cinco unidades por dia. Segundo a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental local, Marinalva Teles, apesar da intensificação durante este período, durante todo ano a região recebe ações do combate dos vigilantes.

Na abordagem são realizados três tipos de aplicações dos larvicidas: fumacê (por volta de 5 e 18 horas), bombas costais (dentro dos lotes) e aero system com gás butano (dentro das residências).

No sábado, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e os agentes de vigilância ambiental estiveram em 2.819 lotes em Valparaíso, município de Goiás. A ação foi um apoio prestado à cidade para intensificação de ações de combate ao Aedes aegypti.

Estatísticas
Desde o início do ano, a Secretaria de Saúde confirmou dengue em 13.081 moradores de Brasília e 5.773 em de outras unidades da Federação. Os dados constam do Informativo Epidemiológico nº 19, divulgado na quarta-feira (11).

Como nos outros boletins, Brazlândia é a região administrativa com o maior número de ocorrências (1.880), seguida por Ceilândia (1.477), São Sebastião (1.270), Planaltina (1.249), Taguatinga (1.017) e Samambaia (744). Juntas, elas são responsáveis por 58% das incidências.

O número de mortes aumentou. Segundo o levantamento, 17 pessoas morreram de dengue grave (hemorrágica) — seis moradores de Brasília e 11 de Goiás. Até a semana passada eram 14. O documento informa também que 23 pessoas foram curadas de dengue grave — nove de Brasília e 14 de outras unidades federativas.

Segundo a secretaria, 81% dos pacientes (10.644) procuram a rede pública de saúde para se tratar; 14%, a rede particular (1.859); 3%, a rede pública de Goiás (451); e 1% ainda não foi classificado (127).

Zika e chikungunya
O zika vírus foi confirmado em 127 moradores do DF e em 14 de outras unidades da Federação. Lago Norte, Plano Piloto e Taguatinga são responsáveis por 40,15% dos casos, com 51 infectados. Entre as gestantes, 17 são do Distrito Federal, nove de Goiás e uma de Mato Grosso.

Com a febre chikungunya, há 96 pacientes — 90 do DF e seis de outras unidades da Federação. Dos brasilienses, 17 são de Taguatinga, 11 de Samambaia, 10 do Plano Piloto e 8 de Ceilândia. Do total, 41% (37) contaminaram-se fora de Brasília.

De acordo com a Saúde, como os casos demoram para ser contabilizados, os números de cada semana podem sofrer alteração.

Unidades de atenção
As Unidades de Atenção à Dengue (UADs) que estavam em funcionamento provisoriamente em Brazlândia e São Sebastião encerraram suas atividades na sexta-feira (13). A previsão inicial era de funcionamento por 45 dias, mas ambas estenderam este prazo.

Segundo a Secretaria de Saúde, o encerramento se deve à redução do número de casos de dengue e, consequentemente, a queda da procura por atendimento nas UADs. Com o fechamento, a população poderá procurar atendimento nos centros de saúde, postos de saúde da família e nas Unidades de Pronto Atendimento da região de moradia.

A unidade de Brazlândia foi a primeira a ser aberta, em 11 de fevereiro. Durante os três meses de atuação, foram feitos 11.085 atendimentos, 9.145 exames de sangue e 4.903 testes rápidos. Desse total, 2.048 foram positivos.

A tenda de São Sebastião foi aberta na semana seguinte, em 19 de fevereiro, ficando em funcionamento por 78 dias. Nesse período, foram feitos 11.303 atendimentos, com 2,2 mil testes rápidos. Desse total, 951 exames deram positivo.

Da Agência Brasília.

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